“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder,”
(1 Co. 2:4)
É muito triste quando alguém se vangloria por ser um pregador da Palavra de Deus. Devemos ser zelosos, buscar o conhecimento das Escrituras, estudar e examinar criteriosamente tudo o que a Bíblia nos ensina, porém, nunca deixar que nosso “eu” tome para si a glória e a honra que pertencem a Deus.
Tomemos como exemplo de conduta cristã o apóstolo Paulo. Se você examinar a história de vida desse homem de Deus, verá que ele era de puro sangue judaico, da tribo de Benjamim (Rm.11:1; Fp.3:5), instruído por Gamaliel “segundo a exatidão da lei de nossos antepassados” (At.22:3), “sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais” (Gl.1:14), como ele mesmo dizia. Porém, dirigindo-se aos coríntios, ele declara: “...quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.” (1 Co.2:1)
Paulo era um homem culto, erudito e muito bem educado. Imagine que ele conhecia acerca dos costumes romanos e gregos também! Além de ser inteligente, Paulo tinha habilidades manuais – era um fazedor de tendas (At.18:3; 20:34; 1 Ts.2:9). Entretanto, quando anunciava Cristo e Sua cruz, Paulo portava-se como um homem simples, humilde. Ninguém, por mais que desperte a atenção dos outros, por seu grande conhecimento e domínio das Escrituras, poderá compreender ou explicar plenamente o grande amor de Deus!
Nenhuma ciência ou filosofia, por mais fantástica que seja, poderá ser maior ou mais profunda do que o amor de Deus! Nenhuma descoberta humana será tão surpreendente quanto à descoberta do amor de Deus! Nenhuma língua ou dialeto terá um vocabulário tão rico e vasto para descrever ou explicar porque Deus, sendo Santo e Eterno, resolveu amar e livrar o homem, um ser pecador e mortal, da condenação eterna!
Agindo como um homem cheio de si, Saulo perseguiu e autorizou a morte de muitos cristãos. O nome Saulo significa “desejado” ou “pedido”. Porém, desde quando experimentou o poder de Cristo, que vai além da inteligência e do poder humano, Saulo percebeu sua fragilidade e passou a ser chamado por todos de Paulo, que significa “pequeno”, tornando-se apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus (1 Co. 1:1).
Consigo entender que não importa o quanto eu estude acerca de Deus, se já sou experiente leitor ou leitora da Palavra, preciso sempre me humilhar e reconhecer minhas debilidades, para que Cristo cresça em mim. Quando mais me aproximo de Deus e aprendo acerca dEle, tomo consciência de que nada sou neste mundo, apenas um instrumento, um vaso de barro, onde o Senhor, por Sua infinita misericórdia, deposita Sua presença, seu tesouro inestimável e imensurável.
“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” (2 Co. 4:7)
